Dia 05 – Gênesis 20 – 26. Ainda o casamento de Abimeleque e Sara, A mentira de Jacó, seu Dízimo e anjos, os ídolos roubados
31
de Dezembro de 2018
È…
Mais uma vez volto aqui em uma releitura, ou errata se preferir,
dessa vez venho em defesa da pureza de Sara. Ontem levantei a questão
se o faraó havia ou não se deitado com Sara, apenas levantei a
hipótese, sem ter muito em que me amparar, mas hoje trago
conclusões.
Fui
pesquisar no hebraico, tentei ver como a frase estava construída no
idioma original, mas esbarrei em um problema antigo… Um problema da
época pós-diluviana! Não entendi nada!!! Então apelei para outras
traduções. Procurando na Septuaginta, encontrei o verbo “Elabon”,
o aoristo do verbo “Lambano”
(casar, nesse contexto), mas esse é um tempo verbal complicado para
mim, eu o poderia traduziria de diversas formas, mas não
poderia dar certeza.
Umas
das traduções que sempre recorro é a King James (uso a versão de
1769); até onde sei ela foi escrita baseada no original e é tida
como uma das melhores traduções da Bíblia (até onde sei). Lendo
esse texto de Gênesis 12:19 encontrei “Why
saidst thou, She is my sister? so I might have taken her to me to
wife: now therefore behold thy wife, take her, and go thy way.”
que em tradução livre eu colocaria como “Por
que você disse: Ela é minha irmã? Então,
eu poderia tê-la tomado como esposa;
agora, pois, vê a tua mulher, toma-a e vá
embora”. Longe de mim dominar o inglês,
mas acredito que o verbo “might”
pode ser traduzido como “poderia”. Ciente
dessa nova tradução, narro a história da seguinte forma: Faraó
era um homem mau, ele não se importava se Sara era casada ou não,
caso fosse, ele mataria o marido (não que Deus fosse permitir), mas,
como ela “era solteira” ele a tomou
para si, preparava
a festa de casamento, quando
foi acometido por uma terrível enfermidade, descobriu assim que ela
era uma mulher casada, a devolveu ao seu marido e os expulsou das
suas terras. Já Abimeleque temia a Deus, e não faria mau ao marido
de Sara, mas, sem saber que era casada ele a tomou para si em
inocência, entretanto Deus, vendo a pureza
de suas intenções, falou com ele e o impediu de seguir com essa
ideia, advertindo-o que todas as mulheres de sua casa estariam
estéreis enquanto ele não resolvesse a
situação de Sara; Abimeleque
então devolveu Sara a Abraão e, diferente
do faraó, abençoou a Abraão e indemnizou Sara pelo inconveniente,
Abraão por sua vez orou por Abimeleque e a ira de Deus se abrandou.
Concluo
portanto que a Providência não permitiu que Sara fosse tocada em
nem um dos dois casos, entretanto, afim de uma certeza maior, é
necessário o estudo do texto no original, mas, por hora me dou por
satisfeito.
Hoje
li algo que sempre me passou desapercebido, Jacó usou o nome de Deus
em sua mentira. Ao tentar enganar seu pai, Jacó afirma que Deus lhe
havia enviado a caça de forma rápida, por isso não teria demorado
em encontra-la. Ainda hoje vemos pessoas mentindo e usando o nome do
Senhor para isso, são falsas profecias, falsas revelações e falsas
pregações que recebem a chancela divina sem na verdade as tê-las,
por isso creio que nunca devemos aceitar de primeiro nem uma profecia
sem antes consultar a Deus e a Bíblia sobre a sua veracidade.
Mais
a frente, no final do capitulo 28, Jacó promete entregar o dízimo
de tudo que receber. Hoje o dízimo tem sido alvo de vários
“teólogos”que afirmam não encontrarem base bíblica para tal,
não vou aqui tecer argumentos a favor ou contra, não nesse momento,
mas esse texto me mostra que um coração agradecido age assim. Creio
que as ofertas a Deus são fruto de um coração agradecido por tudo
aquilo que Ele faz, é e representa; penso que aqueles que advogam
contra o dízimo e entendem nãos ser ele uma obrigação, deveriam
entregar muito mais que 10% a Deus como forma de louvor e
agradecimento, o dízimo não deveria ser visto como um teto para
ofertas, e sim como um piso, muito me entristece quem pensa
diferente.
Triste
também é a história de Leia e Raquel, duas irmãs que são
colocadas em posição de inveja e rixa. Mesmo quase 7 anos após o
casamento (segundo minhas contas) lemos no capítulo 15 verso 30 que
Leia acusa Raquel de ter roubado seu Marido, essa por sua vez se
corroía de inveja da irmã que, embora não amada, era cheia de
filhos do marido. Deus nunca quis a poligamia, sempre pensou em um
par no casamento, e esse texto é só mais um dos que mostram os
problemas que esse tipo de união podem trazer.
Curioso
são também dois fatos nessa leitura de Hoje, o primeiro são os
ídolos roubados por Raquel, mesmo ela servindo ao Deus de seu marido
Raquel tinha suas superstições, ouso dizer que ela cria em vários
deuses, embora servisse a um só, creio que os milagres e as bênçãos
que presenciou ao longo da vida foram suficientes para a fazer
abandonar suas superstições. Já o segundo lemos no capítulo 32,
ele não trás muitas explicações; Jacó seguiu seu caminho e
encontrou-se com anjos de Deus, gostaria de ter mais informações
sobre esse encontro narrado de forma tão singela, mas, temos que nos
contentar com o que nos é revelado, se não entendemos as coisas
dessa Terra, que dirá as espirituais!
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