Dia 43 – I Samuel 8 – 13. Joel e Abias, O mais belo em Israel, O sacrifício de Saul.
8
de Fevereiro
de 2019
Dessa
forma chegamos ao tempo dos reis, Samuel teve um grande ministério
como Juiz de Israel, entretanto, o tempo passou e Samuel acabou por
envelhecer. Desse modo constituiu seus filhos como juízes, em
Israel, entretanto, Joel e Abia não temiam a Deus verdadeiramente,
eram corruptos (ISm8.1-3), por isso o povo resolve pedir um rei.
Deus
não se agrada com esse pedido, porque dessa forma o povo negava a
Deus o título de rei sobre Israel (ISm8.7). Israel olhava às nações
vizinhas e as via todas com rei, isso fez com que quisessem ser
iguais a todas as outras, Israel esquecera-se que já tinha um rei
que os guiava, preferiu se “enturmar” com as nações e ser igual
a todo mundo do que serem leais ao seu verdadeiro Rei.
Deus
então envia Samuel a ungir Saul como rei. A Bíblia nesse caso faz
questão de descrever fisicamente Saul, ele era alto, passava a todos
dos ombros para cima e o mais bonito em Israel, sem dúvida ele era
um cartão postal. Um rei é um símbolo da nação, sua força e
virilidade representa seu país, logo, Saul era o rei que o povo
queria.
Mais
a frente, ao chegarmos em Isaías leremos um contraste entre reis, se
por um lado Saul era bonito e formoso, Jesus, o Rei dos reis, não
tinha beleza ou formosura alguma (Is 53.2-3), era uma pessoa simples,
alguém do povo, em uma multidão era aquele que ninguém apontaria
como rei, quiçá filho de Deus.
Lemos
ainda que, após ser ungido rei o Espírito do Senhor desceria sobre
Saul e isso o mudaria em um novo homem (ISm 10.6 & 27). Isso é
um fato importante para nós, sabermos que o Espírito Santo nos
capacita e nos torna pessoas melhores, era Ele quem motivava e dava a
força de sanção, era Ele quem impulsionava os Juízes e era Ele
quem dava a energia necessária a Saul. Infelizmente muitas vezes
deixamos de lado essa verdade e preferimos nos apegar ao lado humano,
esquecendo-nos de onde realmente vem a nossa capacidade.
Mesmo
com toda essa beleza, Saul ainda teve pessoas que o não consideravam
apto para o reino. Por ocasião de sua unção como rei, alguns
homens desdenharam dele não lhe dando o devido crédito, Saul, no
entanto, se fez de surdo (ISm10.27). Temos aqui outra grandiosa
lição. Saul sabia que seu reinado vinha das mãos de Deus, ele
sabia que Deus estava consigo, então, para que dar crédito ou
ouvido a quem discordava? Se fingir de surdo é, em muitos casos a
atitude mais acertada.
Embora
tenha tido um bom início de reinado, Saul logo passa os pés pelas
mãos. Em uma situação de crise ele contrariou toda a lei de Deus
resolvendo ele próprio oferecer sacrifícios a Deus (Ism 13.-9-14).
Todo o Israel sabia que essa função caberia ao Sacerdote e só a
ele, mas Saul achou por bem proceder assim. Nesse primeiro vacilo
Deus já escolhe um novo rei para si. Embora Saul ainda reine por
muitos e muitos anos, Deus já decidiu que não haverá uma dinastia
de Saul, Israel terá um novo rei. Basta saber se Saul concordará
com isso.
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