Dia 49 – II Samuel 14 – 24. Joabe & Amassa, Uma mulher sábia, A maldição, Rispa - outra mulher sábia, O censo.
14
de Fevereiro
de 2019
Hoje
damos adeus ao livro de Samuel, mais uma vez leremos sobre algumas
mulheres sábias e reafirmaremos o que já fora dito sobre o papel da
mulher na Bíblia; veremos ainda um pouco sobre o gênio de Joabe e
encerraremos lendo algo a respeito do censo promulgado por Davi.
Comecemos
por Joabe, ex general de Davi. Embora seja o primeiro relato sobre
ele em nossas leituras, ao logo da Bíblia podemos ver como ele tem
um gênico violento. Nessa passagem de hoje, ele mata a sangue frio a
Amassa, o atual general de Davi e parente seu.
Joabe
aproxima-se de Amassa e, deixa sua espada cair no chão
“acidentalmente”, por isso, Amassa não estranhou quando viu
Joabe abaixar-se e pegar a espada na mão. Ao chegar em Amassa,
Joabe tinha a espada em punho; aproximou-se para saudá-lo e enterrou
a espada em suas costelas (2Sm 20.8-20).
A
sagacidade usada por Joabe, e a falta de motivos diretos para essa
morte, nos mostram o tipo de homem que ele era; mais a frente, Davi
dará ordens a Salomão que o não deixe com vida.
Gosto
sempre de frisar mulheres no antigo testamento, em especial porquê
essa era uma época em que a mulher não tinha vez na sociedade.
Nessa passagem lemos sobre como a sabedoria de uma mulher anônima
salvou toda uma cidade. Enquanto os moradores se assustavam o cerco
que a cidade sofria, essa mulher, negociou como livrar a cidade do
cerco e acabou por salvar todos os seus moradores (2Sm 20.16-22).
Sempre
é bom ressaltar que a mulher, mesmo sendo colocada em segundo plano
em algumas sociedades, sempre foi de fundamental importância, por
mais opressa que sejam, sempre conseguimos ver as mulheres
conseguindo lugares de destaque.
Vale
agora uma menção sobre Maldições. Saul havia atacado uma cidade
que houvera feito um pacto de paz com Israel no passado, e agora, a
mão de Deus pesava sobre Israel por meio de uma fome como
consequência desse erro (2Sm 21.1-2). Não podemos desconsiderar que
Deus tem estado atento às nossas ações; um pacto selado, um acordo
feito, uma venda desonesta, tudo isso não passa desapercebido diante
de Deus. Evidente que a misericórdia do Senhor é grande, e por isso
não é por roubarmos um troco que seremos acometidos de lepra, mas
devemos ter em mente que Deus faz justiça aos injustiçados. Nesse
caso, a justiça foi feita levando a vida de 7 descendentes de Saul,
esses 7 foram enforcados e não foram enterrados.
Entra
ai Rispa, outra mulher sábia, ela era mãe de dois dos sete
enforcados e decidiu não permitir que aves viessem comer a carcaça
de seus filhos. Como eles nãos seriam enterrados, Rispa montou
guarda aos cadáveres desde a época da colheita até o início das
chuvas, o que gira em torno de 4 a 5 meses (creio eu), após esse
tempo, chegou a Davi o esforço daquela mulher, então ordenou ele o
sepultamento dos cadáveres. (2Sm 21.10).
Agora
observemos o esforço daquela mãe. Proteger os cadáveres dos filhos
por quase meio ano. Não vou nem considerar o cheiro e as moscas, mas
o simples fato de ver a imagem de seus filhos apodrecendo já seria o
suficiente para destruir emocionalmente qualquer um. Rispa foi, sem
dúvidas, uma mulher de fibra e um exemplo da dedicação de uma mãe.
Encerramos
hoje falando sobre o censo feito por Davi (2Sm 24) e como Deus o
deixou escolher seu castigo. É sabido que Davi foi um rei segundo o
coração de Deus, mas, mesmo grandes reis estão suscetíveis a
grandes erros. Essa história nos serve de alerta; qualquer um de nós
pode proceder erradamente, é preciso vigiar e andarmos atentos a fim
de não transgredirmos contra o nosso Senhor.
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