Dia 32 – Deuteronômio 20 – 25 . O casamento com prisioneiras, O filho primogênito, A poligamia, O Madeiro.
28
de Janeiro de 2019
Hoje
vimos várias pequenas leis, códigos simples de conduta para
diversas ocasiões como a guerra e o divórcio, nem todos eles
parecem muito práticos em nossa realidade atual, mas devemos ter em
conta que estamos estudando um povo que viveu por volta de 1500 anos
antes de cristo, ou seja, algo em torno de 3500 anos atrás.
Uma
dessas leis “diferentes” lemos no capítulo 21, essa lei
normatiza o casamento com uma mulher prisioneira de guerra. Ao se
lutar com um povo (excetuando-se os povos de Canaã quem desveriam
ser exterminados), se não fosse possível um acordo, Israel deveria
destruir os homens, mas poderia ficar com as mulheres como escravas,
caso se interessasse por alguma delas, era possível desposá-la,
desde que para isso raspasse seu cabelo, cortasse suas unhas e a
desse ao menos 30 dias para chorar a morte de seus parentes recém
mortos.
Curioso
esse fato, para não dizer estarrecedor. Imagine a situação dessa
mulher que teve seu povo destruído e agora é obrigada a casar-se
contra a sua vontade. É bem verdade que como esposa ela teria
direitos garantidos por lei, mas ainda assim parece-me uma crueldade
humana. A guerra em geral é uma crueldade.
Ainda
nesse capítulo lemos sobre o direito de primogenitura, ele pertencia
ao primeiro que nascesse. Em caso de se ter mais de uma mulher, e
havendo uma preferida, o primogênito será o primeiro que nascer,
mesmo ele não sendo filho da mulher predileta.
Só
de imaginar esse tipo de relação familiar fico pensativo, tentem
imaginar um lar com duas esposas, duas mulheres vivendo juntas e
sabendo que o marido prefere uma em detrimento da outra. Toda a
competição que haveria nessa casa sem dúvida não seria saudável.
Acredito que esse seja um dos motivos que levou Deus a entender que o
homem deve ter apenas uma esposa.
Reforço
aqui que não lemos na Bíblia em nem um lugar uma autorização para
a poligamia, o plano de Deus sempre foi monogâmico, mas acredito que
a poligamia no passado foi uma resposta à condição do povo; em uma
sociedade onde as mulheres precisavam estar casadas ou viverem
ligadas aos pais, onde os homens viviam morrendo em guerras, a
poligamia surge como medida social, valia muito mais a pena viver em
um casamento polígamo do que se sujeitar a prostituição a fim de
se sustentar.
Por
fim, ainda no 21º capítulo, lemos que aquele que fosse preso em um
madeiro seria considerado maldito. Isso nos é interessante, uma vez
que sabemos que Jesus morrerá dessa forma. O próprio filho de Deus
se tornando maldito. Acredito que isso tipo de situação fez com que
muitos estudiosos da lei não o cressem como Messias. Como poderia o
Cristo se tornar maldito?
Mais
a frente voltaremos ao assunto de sua morte e do sacrifício vicário
por ele feito.
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