Junho – 2019
Atos
Dia 156 – Atos 1 – 2. Motivo; Maria; Matias; Descida do Espírito; Inferno.
01
de Junho
de 2019
O
Livro que iniciamos hoje é chamado de “Atos”, pois ele narra os
atos feitos pelos apóstolos logo após a ascensão de Jesus aos
céus. O livro é de autoria de Lucas, um médico que acompanhou
Paulo em muitos momentos de sua vida. Sendo escrito aproximadamente
30 anos após a morte de Jesus, Atos é a continuação do Evangelho
de Lucas (At 1.1), sigamos então ao livro.
Vemos
em Atos a última menção a Maria, mãe de Jesus; podemos ler que
ela perseverava em oração com outras mulheres e com os discípulos
(At 1.14), desse ponto em diante não se sabe mais nada sobre a vida
da mãe de Jesus; essa simplesmente some de cena, é
provável que tenha congregado na igreja de Jerusalém até o final
dos seus dias. Segundo a tradição católica ela não morreu, antes
foi assunta aos céus, mas tal afirmação não encontra base nas
escrituras e nem em documentos históricos, é, com dissemos, parte
da tradição.
Os
discípulos entendem que devem eleger um substituto para Judas,
alguém que tinha acompanhado
Jesus desde o início do seu ministério; dois nomes foram
escolhidos, e o de Matias foi sorteado (At 1.26).
É
interpresante ver essa decisão, não quero aqui julgar a decisão
dos apóstolos, mas, algum tempo Depois, vemos Jesus levantando Paulo
para ser apóstolo. Fica aqui a pergunta, teriam os discípulos se
precipitado? Por certo Matias
fez uma grande obra, mas deveria ser ele contado entre os apóstolos?
Cumprindo-se
o dia da festa de Pentecostes, estando os discípulos reunidos,
ocorreu o fenômeno mais importante da era da igreja, a descida do
Espírito Santo, (At 2.4); Ha
quem diga que a descida do Espírito se deu na ocasião em que Jesus
disse “Recebei o Espírito” (Jo
20.22), mas não penso assim; No início de Atos, quando lemos a
assessão de Jesus, evento posterior ao supracitado, Jesus mesmo diz
que os discípulos devem permanecer em Jerusalém até o cumprimento
da promessa do Pai (At 1.4), em seguida, o próprio Jesus afirma:
“Porque na verdade, João batizou com água, mas vós sereis
batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At
1.5), Jesus, ema to contínuo
afirma que “recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir
sobre vós” (At 1.7).
A
descida do Espírito, bem como
o revestimento de poder
dar-se-iam
algum tempo depois desse acontecimento. O próprio Pedro, cheio do
Espírito Santo, explicando
ao povo que estava perplexo com
o falar em línguas dos discípulos, afirma que “Isto é o que foi
dito pelo Profeta Joel: ‘E nos últimos dias acontecerá, diz Deus,
que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne...’” (At
1.17).
Não
podemos separar os dois eventos. A descida do Espírito, bem como o
revestimento de poder, são eventos únicos na vida do Cristão,
inicialmente aconteceram no dia
da festa de Pentecostes, mas hoje ocorrem no ato da conversão de
cada um de nós (At 2.38).
No
discurso de Pedro, ele cita o antigo testamento afirmando que Deus
não deixaria a alma de Jesus no inferno (At 2.27). A palavra aqui
traduzida como inferno, é o vocábulo ᾅδην
– ráden, que o famoso Hades, ou seja, o mundo dos mortos. Hades
seria melhor traduzido como “o Além”, o lugar para onde os
mortos vão. O texto não diz que Jesus foi par ao inferno, mas sim
que foi para o Além.
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