Dia 164 – Gálatas 4 – 6. Lei vs Graça; Escravos e Livres.
9 de
Junho
de 2019
Seguindo nossos comentários sobre a
carta aso Gálatas, vemos paulo seguindo em sua defesa contra a
guarda da lei; Paulo nos explica que da mesma forma que uma criança
herdeira de uma fortuna, ainda é uma mera herdeira, nós, enquanto
“meninos” ainda estávamos debaixo do nosso tutor, “a Lei”
(Gl 4.3), mas, em chegando a plenitude dos tempos, Jesus veio para
que não precisássemos de tutor, mas fôssemos reconhecidos como
filhos (vs 5).
Dessa
forma, não estamos mais debaixo da Lei, depois de conhecermos a Deus
e de sermos conhecidos por ele, como poderemos voltar à antiga
aliança? Não podemos nos prender em guardar dias, ou observar os
detalhes da lei (Gl 4.9-10).
A
igreja de Gálatas amava muito a Paulo, (Gl 4.15-16), mas mesmo
assim, o apóstolos não poderia, em nome de uma amizade maior, se
calar e deixar de apontar o erro de seus irmãos; a fim de facilitar
a compreensão, o Apóstolo Paulo apresenta uma comparação com Sara
e Agar.
Abraão
teve dois filhos, um de Agar, sua escrava, e outro de Sara, sua
esposa. O filho da escrava nasceu da carne, mas o da esposa nasceu
fruto de uma promessa. Essas crianças representam a relação da lei
e da graça; Nós somos filhos da promessa, assim como Isaque (Gl
4.22-28). Paulo encerra essa explicação lembrando que a Escritura
diz que “de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da
livre”, nos demonstrando que pela lei ninguém poderá alcançar a
salvação.
Devemos
estar firmes na liberdade que Jesus nos deu e não nos colocarmos
novamente em baixo da servidão da lei (Gl 5.1), se nós tentarmos
obedecer a lei, se tentarmos agradar a Deus através dela, acabamos
por nos separar de Cristo (Gl 6.4), porque além de tudo, guardar e
lei implica na falta de fé em Cristo Jesus, e para que o agrademos
precisamos da fé, que opera pelo amor (Gl 5.6).
Paulo
preocupa-se de forma séria com essa situação, chega ao ponto de
afirmar que desejaria que aqueles que lançam esse tipo de ensino
fossem cortado do meio dos irmãos (vs 12).
Vemos
então um resumo de tudo o que a lei ensina, o amor (Gl 5.14). Paulo
então nos apresenta uma relação das obras da carne e do fruto do
Espírito. Carne e Espírito militam um contra o outro (Gl 5.17) e
abaixo, no texto, vemos uma relação muito interessante sobre essa
batalha.
Infelizmente
não faremos um estudo aprofundado nesse momento, mas o tema merece
um real estudo; vale observar que o verso 22 nos apresenta o fruto do
Espírito e que essa é a marca de todo Cristão; não podemos
observar um cristão com evidencias das obras da carne em detrimento
do fruto do Espírito, afinal, “os que são de Cristo caustificaram
a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24).
Em
seu último capítulo, Paulo nos aconselha a, quando surpreendermos
algum irmão em uma ofensa, devemos o aconselhar com mansidão e de
forma espiritual sempre vigiando de forma que não sejamos tentados;
devemos sempre nos esforçar e levar as cargas um dos outros. (Gl
6.1-2)
Encerramos
com o verso 7 que nos lembra que, Aquilo que semearmos é o que
colheremos, devemos semear em espírito, a fim de colhermos coisas
espirituais. Não sejamos portanto crentes carnais, antes não nos
cansemos de fazer o bem (Gl 6.9)
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