Dia 157 – Atos 3 – 5. Impacto Inicial; Ousadia; Vida cristã, Mentira, Gamaliel .
2
de
Junho
de 2019
Seguindo
pelo livro de Atos, os atos dos apóstolos vão se tornando cada vez
mais relevantes, vemos homens que antes eram covardes e
desestimulados, tornarem-se intrépidos arautos das Boas Novas.
Em
nossa leitura de hoje, vemos um grande sinal operado por Pedro; havia
um homem paralítico desde o ventre (At 3.2), na crença dos Judeus,
uma enfermidade desde o ventre, significada uma doença imposta por
Deus, dessa forma, só o próprio Deus a poderia tirar. Esse homem
era um esmoléu
e
vendo Pedro e pedindo uma esmola, recebeu a seguinte fala “Não
tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus
Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (At
3.6).
A
cura daquele homem foi algo notório, todo o povo ficou abismado e
espantado, pois a muitos anos aquele homem era paralítico, e todos o
conheciam das escadarias do templo. Pedro então lhes responde que
não operou aqueles sinais de si próprio, mas quem em nome de Jesus
o fizera (At 3. 13-16).
O
discurso de Pedro teve duas consequências, cinco mil almas se
converteram a Jesus (At 4.3), e os sacerdotes e os saduceus acabaram
por prender a Pedro (vs 1).
A
liderança Judia interroga
então Pedro que
de forma clara afirma que tudo o que fez, o fez pelo nome de Cristo
(At 4.10); O apóstolo Pedro vai mais além e nos presenteia uma
declaração fundamental “E em nenhum outro há salvação, porque
também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens,
pelo qual devamos ser salvos.” (At 4.12).
Mais
uma vez a Bíblia nos afirma que em nem um outro nome é possível
obter salvação. Somente através de Jesus conseguimos o perdão dos
nossos pecados; Não pense você que todos os caminhos levam a Deus,
que todos os modos de pensar estão certos; há um só Deus e um só
nome que nos leva até ele, Jesus, O Messias.
Os
apóstolos são então proibidos de pregar sobre Jesus (At 4.16-18),
mas o fato é que nem um deles cedeu ante as ameaças e os açoites.
É curioso vermos que depois de tantas ameaças e castigos, em suas
orações, os discípulos de Jesus não pedem tempos melhores, mas
sim ousadia, conforme lemos em “Agora, pois, ó Senhor, olha para
as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a
ousadia a tua palavra” (At 4.29).
Os
primeiros cristãos viviam em um só coração e alma (At 4.1), eles
possuíam tudo em comum, e ninguém era apegado as suas propriedades,
de fato suas mentes estavam em uníssono; infelizmente, muitos
diferente do que vemos em nossas igrejas hoje em dia. Os apóstolos
continuavam testemunhando de Cristo, e em todo eles havia abundante
graça (At 4.33).
Mas,
como era de se esperar, alguns dos cristãos se desviaram do caminho.
Ananias e Safira foram um casal que tentaram enganar os apóstolos.
Resolveram vender um terreno e, retendo parte do valor, doar o
retante fingindo ser o montante inicial. Não havia pecado em doar
parte do valor, o pecado deles foi a mentira, tentaram aparecer, sem
dúvidas inspirando-se em Barnabé,
que a pouco havia feito doação semelhante (At 4.37).
Pedro
repreende os mentirosos (At 5.4), e eles caem mortos. Penso que Deus
agiu dessa forma impetuosa a fim de demonstrar não só a seriedade
do ministério apostólico, mas de toda a obra por Ele realizada.
Não podemos afirmar aqui que esse casal pereceu (foi para o
inferno), o fato de receberam tal castigo de Deus não implica em uma
condenação eterna. Felizmente não temos visto Deus agir assim
ultimamente, mas fica-nos o aviso de quão sérias são as obras do
Senhor.
Encerro
comentando um conselho dado por Gamaliel. Enquanto os fariseus
debatiam se deveriam se opor aos apóstolos ou não, Gamaliel afirma
que deveriam deixar os apóstolos continuarem, pois se um trabalho
não for de Deus ele acaba sozinho (At 5.38-39)
Esse
conselho foi aportuno para a ocasião, mas Gamaliel não estava
correto em sua forma de pensar, isso é fácil de se observar quando
olhamos para o mundo atual. Existem diversas religiões conflitantes,
religiões com conceitos completamente opostos, mas que continuam
seguindo. Não podemos dizer que um projeto é de Deus só porque não
faliu, antes, devemos julgar os frutos daquela árvore e comparar com
a Palavra.
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